
Com o slogan “O amor pelo Brasil faz a nossa história” PDT lançou nesta quarta-feira(27) na Liderança do partido na Câmara, campanha em comemoração aos 30 anos do partido. A campanha institucional reúne as bandeiras e as lutas do PDT ao longo desses trinta anos, contados a partir do assinatura da Carta de Lisboa, marco da reorganização dos trabalhistas, em 17 de junho de 1979.
A partir dessa reorganização, os trabalhistas fundaram o Partido Democrático Trabalhista em 26 de maio de 1980. O deputado Brizola Neto, líder da bancada na Câmara, convocou todos os pedetistas a se juntarem às comemorações do aniversário da Carta de Lisboa e da fundação do partido.
“Será um ano para o PDT reafirmar suas bandeiras e sua identidade. O partido continua sua luta em defesa da soberania nacional e dos interesses dos brasileiros”, salientou o deputado que lembrou a importância da Carta para a construção da legenda. E para celebrar a data, estão programados diversos eventos que serão realizados durante todo o ano. Um deles é a Sessão Solene marcada para o dia 22 de junho, no Plenário da Câmara, em homenagem ao aniversário do PDT e da Carta de Lisboa.
Ainda como parte das comemorações, foram produzidos cartazes e adesivos, alusivos à data, e que serão distribuídos para todo o Brasil. A campanha foi produzida pela Secretaria Nacional de Comunicação do PDT.
Carta de Lisboa
Em 1979 o Encontro de Lisboa – que reuniu trabalhistas que viviam no exílio e também os que viviam no Brasil - só foi possível devido ao apoio que Brizola recebeu do então presidente Mário Soares. Na oportunidade Brizola fez um discurso histórico, encerrando o evento, sobre o partido que ele imaginava ser o ideal. Como desdobramento da reunião em Lisboa, o PTB começou a ser reorganizado no Brasil por iniciativa de Brizola. Mas por manobra do General Golbery do Couto e Silva, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em julgamento totalmente político, atendendo aos ditadores da época – retirou a sigla histórica do PTB das mãos de Brizola e a entregaram aos aventureiros políticos liderados pela então deputada Ivete Vargas. O fato obrigou Brizola a fundar o PDT depois de publicamente rasgar um papel onde estava escrita a sigla PTB. Fato que Carlos Drummond de Andrade transformou em poema, publicado no “Jornal do Brasil”, na época.

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