quarta-feira, 27 de maio de 2009

As Explicações


Explicações



Os convidados procuraram dar explicações para os principais pontos levantados. O presidente do Seterb, Rudolf Clebsch, um dos mais citados, começou contrapondo críticas ao transporte coletivo, assegurando que o mesmo está dimensionado para a demanda existente em Blumenau. “A velocidade média do sistema de transporte coletivo, em 1998 era de 24 km/h e em 2008 de 18 km/h, provocando grande impacto. A média de passageiros/ano era 40 milhões e em 2008, apenas 35 milhões de usuários, ou seja, houve redução de mais de 5 milhões de usuários/ano. Aumentamos numero de linhas e a quilometragem percorrida, e mesmo assim houve uma fuga daqueles que já estavam no sistema. Não conseguimos atrair novos usuários para o transporte coletivo, o que está associado as facilidades de acesso a automóveis e motos, que estimula o usuário a buscar outra alternativa”. Com a alegação, Rudolf Clebsch, destacou a importância dos corredores preferenciais de ônibus, o que poderá tornar o serviço atrativo, e estimular a usá-lo desde que atenda as necessidades. Conforme o dirigente, “o transporte coletivo, por mais que não pareça, está dimensionado para a demanda de usuários, e o grande problema está em disputar o mesmo espaço no trânsito”. Clebsch se disse ansioso pela conclusão dos projetos anunciados pela SEPLAN, confiante em resultados positivos, “numa mudança tão importante quanto foi aquela realizada com a integração e a tarifa única”, disse.

Em outro momento, lamentou as 16 vítimas fatais do trânsito este ano, informando que um acidente custa para o Estado cerca de 60 mil reais. “Não é a ocorrência em si, mas a infraestrutura que o estado tem que deixar a disposição para um eventual acidente. E uma vítima fatal custa em torno de 300 mil reais. São números alarmantes que nos preocupam”, sentenciou.

Ao responder sobre sinalização desgastada, citou que foi comprometida após a tragédia de novembro, devido ao tráfego intenso de máquinas e caminhões. Anunciou que nos próximos dias o trabalho será retomado. Quanto a redução de tarifas, lembrou que não existe subsídio público e que os custos são divididos entre os usuários.

Sobre tempo em alguns semáforos do centro, lembrou que existe a onda verde em funcionamento, e que o cálculo é feito em relação ao trânsito da rua Sete de Setembro. O presidente esclareceu também que o Seterb é um dos poucos órgãos do país, que dispõe de profissionais voltados para a educação do trânsito. “Estamos presentes nas reuniões dos conselhos de segurança e nas escolas, por acreditar que o cidadão de amanhã possa contribuir para termos mais paz no trânsito”. Disse que o Seterb também atua junto as empresas, através da Escola Pública de Trânsito, participando de inúmeras campanhas.

Ao justificar as afirmações de atraso, ele afirmou que “não é o ônibus que não cumpre o horário, é o trânsito que impede que ele cumpra o horário. Temos fiscais em todos os terminais e a bordo e não devem ocorrer atrasos, fora dos horários de pico”.

Clebsch anunciou também que a operação dos “vermelhinhos” deverá ser reestudada por ser subsidiada pelos demais usuários, devido a pouca utilização da modalidade de transporte. “Queremos mantê-lo, mas não é auto-sustentável e não é justo que o trabalhador o subsidie”, analisou.

Sobre a travessia de pedestres na frente do Shopping Neumarkt, o dirigente, lembrou que existe uma opção segura através do túnel, apesar de não ser acessível a todas as pessoas.

Quanto a destinação das multas de trânsito, adiantou que todas as informações estão disponíveis no site do Seterb, mas esclareceu que o órgão fica com apenas 40% da arrecadação por força de convenio com o Estado e despesas administrativa.

A proposta de limitar o numero de passageiros nos ônibus, disse que é possível, desde que a comunidade esteja disposta a pagar 6 ou 7 reais pela passagem. “Como não há subsídio, todas as despesas são rateadas entre os que usam o transporte”, analisou. Em relação ao transporte escolar, disse que já está sendo preparada uma nova licitação a respeito.

O vice-presidente da CDL Paulo César Lopes respondeu a representante do CONSEG Salete Sbardelatti, assegurando que a sua entidade apóia a idéia de trabalhar a educação no trânsito e que levará a reivindicação para entidade. Lembrou de outra parte que a CDL fez uma pesquisa com os associados, e que com a reurbanização da XV muitas vagas foram suprimidas, comprovando que em 30 minutos é impossível fazer uma compra.

Ao responder indagações sobre calçadas, o engenheiro Jonas Francis, observou que a Prefeitura tomou como iniciativa a realização de um seminário para conscientização, tendo em vista que o proprietário do imóvel é responsável por isso. Também executaram uma cartilha educativa para que os proprietários pudessem conhecer questões técnicas para construção de calçadas. “Depois da Realização do Seminário, em 2005, foi feita autuação de todos que estavam irregulares na rua São Paulo e menos de 30% atenderam a solicitação. Mesmo assim, refizemos as calçadas na rua Amazonas e assim temos expectativas de atender o passeio público de todos os bairros, apesar do papel da Prefeitura ser fiscalizar e não executar neste sentido. Continuaremos orientando as pessoas”, prometeu.

Sobre a execução do tapume em frente a Praça Dr. Blumenau, disse que a obra já foi fiscalizada, e a posição está correta, mas há problema do piso e o proprietário já foi notificado. No caso do edifício em frente a Igreja Matriz: houve duas reuniões uma no Coplan e outra com o patrimônio histórico e a construção de mais um andar foi aprovado pelos conselheiros. Quanto a obras na Velha, informou que as equipes vão a campo e diariamente. Já as obras do prolongamento de a Humberto de Campos estão sendo novamente liberadas e tem que acontecer, assim como a execução da ponte do Badenfurt, que já possui a licença ambiental.

A ligação Velha-Garcia, foi deixada para uma etapa posterior, conforme o representante municipal. “Em função dos custos elevados da obra, estão sendo buscados através do BID. Existe outro traçado, porém não há definição da data de execução atualmente”, adiantou. De acordo com o engenheiro, o trevo da Mafisa está em andamento e trará muitos benefícios para região, mas a Via Expressa também será contemplado em curto prazo. Já o túnel da rua 1º de Janeiro também deve acontecer em breve com os investimentos do BNDES.



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